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11 março 2012

quero.

Quero encontrar novas formas de te fazer sorrir. Quero quebrar todas as barreiras, muros e muralhas que foste construindo depois de cada sofrimento na tua vida, espera... pensando melhor prefiro não fazer isso pois elas representam algo na tua vida, fazem parte de ti, quero antes aprender como criar uma porta em cada um delas, uma porta por onde apenas eu possa passar. E para isso quero ouvir cada história que me tens para contar, cada história que deu origem a cada parede que tens à tua volta. Quero saber quem ou que situação te fez construir tal muralha. Quero que me contes tudo que já te fez sofrer e rir, quero que me contes todas as tuas inseguranças e como ainda tens medo sempre que assistes à fragilidade que algumas relações apresentam e como facilmente quebram.  Quero ser o teu diário, onde contas o teu dia e tudo que sentes, tudo o que acreditas e eu vou absorver tudo. Conta-me tudo, quero saber tudo. E depois vou-te mostrar o que é ser amada, tu mereces sentir esse calor que nasce mesmo no centro de ti, quero que o sintas a expandir dentro de ti como se estivesses a explodir. Quero partilhar contigo isto, quero que percebas que toda essa dor que pensas que mereces sentir... não tem sentido, tu mereces ser feliz e essas ideias de que mereces sofrer ou que a verdadeira felicidade é uma ilusão vêm de todas as pessoas que aos poucos fizeram-te acreditar que não merecias sorrir. Quero que a minha voz seja como o sol quente numa tarde fria de inverno. Quero que encontres no meu corpo o teu refúgio, que compreendas o que é estar segura e protegida enquanto sentes os meus braços a envolver o teu corpo. Quero estar bem perto de ti para te apanhar sempre que caíres, quero que saibas que não estás sozinha, que não tens que lutar sozinha, eu estou aqui. Terás que ser forte, pois assim que me deres permissão irei conhecer-te como ninguém, como nem tu te conheces. Terás que confiar em mim assim como confio em ti. As coisas que vou partilhar... a empatia que vamos criar será invasiva. Não te assustes, irás compreender que não há problema... serei outro tu, serás outro eu.  E quando precisares de um sítio para te refugiares e recuperar de toda a dor... saberás que me tens aqui.

Quero compreender o teu silêncio, o significado de cada pausa que fazes ou mesmo quando não dizes nada e simplesmente olhas para mim. Acredita, vamos chegar a um ponto onde iremos ter longas conversas onde o único som que irá estar presente será a chuva a bater na janela, acompanhado da inconstante luz de uma fogueira que arde bem perto. Mas não muito perto, pois os nossos corpos também servem como fonte de calor. E vamos aproveitar para estarmos semi-sentados, semi-deitados... envolvidos como apenas um casal sabe fazer. Pois embora as leis da ciência digam que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, vamos provar o quão errados podem estar. Quero que os meus lábios aprendam o sabor da tua boca. Quero sentir o teu respirar no meu peito, no meu pescoço. Quero reconhecer a tua voz enquanto durmo. Quero sorrir quando vejo que recebi uma mensagem tua. Quero ver-te morder o lábio só de pensares em mim. Quero-te.


Quero-te aqui. Sinto a tua falta em tudo que faço. Quero-te aqui. Mas sei bem que vais mexer comigo de formas que ainda não consigo imaginar, mas mesmo assim quero-te. É como estar no centro d'um furacão onde a paz reina, onde tudo parece calmo, mas basta um passo em qualquer direcção e sentimos toda a fúria da tempestade, é esta sensação que tenho. Sei que é isto que vai acontecer. Quero-te aqui. Provavelmente quando estiveres aqui vais ser a tempestade na minha vida... vais agitar tudo que acredito... e isso é fantástico. É como aquele instante antes de saltarmos de paraquedas há o perigo de morrermos, de o paraquedas não abrir, mas a emoção que sentimos é tão grande que acreditamos valer a pena o risco. Tu vales a pena este risco. Não quero que leias o que escrevo com leve animo, pensando que estou apenas a juntar algumas palavras de forma que se crie um texto bonito... acredita que cada letra, palavra, frase, conjunto de ideias... representa algo próximo do que pretendo expressar, o que agora sinto enquanto não estás aqui. É uma forma que tenho de expressar o que realmente sinto, da falta que me fazes. Tudo isto reflecte o que a minha mente e coração acreditam. É claro que ambos têm perspectivas diferentes e diferentes formas de como um dia irei interagir contigo, mas o sentido que cada frase tenta expressar é real.  Quero-te aqui, pois saber que não estás no mesmo local que eu não me agrada. Nada. Saber que ainda não te conheço, que ainda passo momentos onde olho para o lado e vejo o teu lugar ainda por preencher, custa. Sou paciente, mas a paciência não apazigua a falta que me fazes. Eu sei que é apenas uma questão de tempo, eu sei que te vou encontrar, eu sei que vou fazer tudo para sermos felizes... mas até lá...


Quero que saibas que suportar estes momentos sem ti não é facil, por vezes eu não quero estar aqui quando o aqui não te tem presente. O que me importa este momento, mesmo sendo tudo que tenho, se tu não fazes parte dele? Quero encontrar-te onde quer que estejas, desafiar tudo que possa ser desafiado para poder estar contigo. A minha paciência e serenidade servem para que eu possa crescer e compreender as coisas, não para ter que viver sem ti. Ainda vou esperar, esperar saboreando cada minuto até te encontrar, sabendo que a cada dia que passa é um dia mais próximo de ti. Quero-te encontrar e lutar por ti, quero-te encontrar e que sintas o que é ser desejada, que alguém te quer, muito. Seria mais fácil para te encontrar se fosses apenas linda ou interessante. E não há mal nenhum em ser linda e interessante. Conheço muitas raparigas lindas e outras interessantes... e até conheço algumas que são lindas e interessantes. Mas para muita pena minha ainda não te encontrei. Parece que para mim não basta seres linda e interessante, ainda falta algo, um não sei bem o quê, aquele click, aquela sensação especial, aquele momento onde trocamos o olhar e tudo faz sentido. Talvez já te conheça e um de nós ainda não está preparado... talvez ainda não te conheço... seja qual for a razão... ainda não estás aqui, aqui nos meus braços. 


Quero ouvir-te dizer que precisas de mim e que me amas, com a tua voz, com o teu toque, com o teu olhar. Porque por vezes as palavras, estas nossas palavras não chegam para expressar a razão pela qual vivemos. Quero conhecer-te como ninguém antes te conheceu, quero explorar cada pensamento teu, quero reconhecer todo o teu corpo de olhos fechados, quero acordar no  meio da noite e sentir o teu cheiro misturado com o meu. Quero rir-me das tuas piadas mesmo quando achas que não tens piada, quero ver-te brincar com o teu cabelo enquanto te distrais a ver alguma série ou filme. Quero ser a primeira pessoa em quem pensas quando queres contar algo. Quero ser a imagem que vês quando ouves uma criança a rir. Quero deixar-te pequenas surpresas ou bilhetes na tua roupa ou na carteira para  encontrares a meio do dia. Quero ligar-te num momento que não estás à espera e deixar-te corada e a desejar que estivessemos juntos nesse momento. Quero mostrar-te que não há mesmo dias iguais, que cada dia é único... e vou-te mostrar porquê. Quero namorar cada ideia que tenhas e apreciar como a expressas. Quero conhecer cada entoação da tua voz e o que significa. Quero olhar para ti e observar cada momento, não só porque és linda mas também porque adoro ver-te. Honestamente não importa muito o que estás a fazer pois tens algo em ti... um toque que apenas tu tens e que expressas sempre que te mexes e mesmo quando não te mexes, é fantástico. Quero mostrar-te o que realmente significa quando alguém te abraça, olha para ti e a única coisa que ouves antes de sentires um doce beijo é: "Amo-te". Quero-te. Quero envelhecer contigo.


Quero formar uma vida contigo para um dia quando formos bem velhos reparares que a maior parte das tuas rugas vêm de todas as vezes que nos rimos juntos, dos momentos de pura felicidade onde nos rimos tanto que até nos doia a barriga. Nessa altura quero olhar para cada detalhe da tua face e identificar cada riso, cada gargalhada. Quero beijar-te pelos momentos em que sofremos, sim, porque embora a minha intenção é ser-mos felizes, é fazer-te feliz... iremos ter maus momentos. Provavelmente irei te magoar. Irá acontecer o contrário. Somos humanos e eventualmente magoamos quem amamos, não é uma questão de "se", mas uma questão de "quando".
Iremos sofrer um com o outro e  embora não goste da ideia não te sei dar a resposta... pelo menos agora não sei. Não te sei dizer porque magoamos quem amamos, sei que acontece. Infelizmente acontece, somos humanos. Dizer que nunca te vou magoar é tão certo como tu dizeres que nunca me vais magoar. Quero que confies em mim, vou-te dar razões para o fazeres. Quero que confies em mim como vou confiar em ti, pois quando essa dor chegar iremos conseguir lutar contra ela porque estamos juntos, porque criamos algo maior do que essa dor. Porque estamos juntos e sabemos muito bem o que cada um significa para o outro. O tipo de ligação que vamos criar não se define por palavras nem se poderá ver. Mas pode-se sentir... e é tão bom.

Quero fazer todas as coisas que podemos fazer. Todas as aventuras que podemos ter. Subir montanhas, acampar, voar... tanta coisa que quero fazer contigo. Mas quero mais aquelas coisinhas que ninguém se lembra, que parecem ter pouca importância. Acredito que são as mais importantes. Fazer-te o pequeno-almoço, acordar-te com leves beijos e sussurrando o teu nome com os lábios bem perto do teu pescoço, abraçar-te enquanto dormes sempre que reparo que estás a ter um pesadelo, massajar o teu corpo e fazer desaparecer todo o cansaço que foste acumulando ao longo do dia. 



Quero muita coisa... mas até chegar a esse momento vou continuar a escrever para ti, pois há uma hipótese de leres o que escrevo, que te possas rever no que escrevo e que saibas... que saibas que há um tipo, eu, que ainda acredita em pessoas como tu, que acredita no bem e no que está correcto, que vive para te ver sorrir e que ainda escreve para ti... pois eu não sei como não o fazer.



Um beijo,
Paul

07 março 2012

Lovely on my hand.

Já devem ter visto o anúncio na tv, gostei tanto da música que tive que procurar pela versão completa.  Linda =) 
A sério, escutem... a música, a voz dela... é linda.


"...Here’s come the time
day by day we’re writing down
the story of you and me

Dreaming on my hand
lovely on my hand
to fall in love again

Forever
to sing my dreams of you
together

To fall in love with you
Forever"

29 fevereiro 2012

bonds.



Gosto dos meus pais, honestamente se pudesse desejar descritivamente por uns Pais, não era capaz de desejar pessoas melhores que eles. Sim, têm defeitos... e feitios. Mas compreendo que são humanos como eu. Têm as suas dúvidas e sonhos, lutam todos os dias por aquilo que querem. Assim como eu tenho defeitos e feitios que tento ultrapassar. Acho que por vezes esquecemo-nos que eles também são pessoas e embora sejam uma fonte de inspiração e força, continuam a ser humanos como nós. Talvez caímos na tentação de olhar para eles como pessoas com uma enorme paciência e dotados de mil e uma características que normalmente apenas se conhece em filmes ou livros. E criamos uma imagem irreal sobre alguém que é real, que é humano. E depois esta imagem quebra e pensamos que a culpa é deles ou que eles são isto ou aquilo. Enfim, não estou a dizer que por vezes não erram, é claro que sim, mas têm mais experiência que nós e muitas vezes dão-nos conselhos... acreditando que é o melhor para nós. E nós nem sempre damos ouvidos, e discutimos porque acreditamos que o melhor para nós não é bem o que eles pensam... às vezes acertamos...outras não. E normalmente sabem que há apenas uma forma de aprendermos algumas coisas: fazendo e errando. Aprender e crescer por nós, sozinhos, mesmo sabendo que eles estarão por lá para dar força quando for necessário sacudir o pó da queda e voltar a lutar.

 Recentemente tive a oportunidade de cozinhar para eles, fiz umas batatas assadas em forno de lenha, gostaram muito.  Deviam estar boas, mas são pais, mesmo que não estivessem provavelmente iriam dizer que estavam optimas. Depois do jantar quando estavamos no sofá, ao fim de alguns momentos de conversa eles acabaram por adormecer. Aproveitei para olhar para eles, estavam exaustos de mais um dia de trabalho, mas mesmo assim encontraram força para partilhar uns momentos comigo, para conversar e ouvir-me. Olhei para eles enquanto dormiam... Tento colocar-me no papel deles, imagino que ter um filho a cozinhar para mim, a fazer-me companhia deve ser bom. E o sabor que fica, não pela comida mas pelo significado, deve ser muito bom. Pelo menos espero que seja. Assim como os momentos passados a falar e a discutir isto e aquilo... vá, coisas da vida. Por isso é que gosto de falar com eles, mesmo que seja ao telefone.


bonds.
Eu compreendo que nada dura para sempre, tudo tem um começo, meio e fim. Um dia vou estar sem eles (ou se calhar até vou primeiro...). Por experiência sei que quando esse momento chegar, quem ficar irá desejar ter apenas mais um momento, mais um momento para dizer o que sente e o que pensa. Mais um momento com quem ama. Já vi isto vezes demais, já senti isto vezes demais. Quando perdermos alguém assim tão importante queremos tanto... mas tanto ter mais um momento para poder dizer o que sentimos... pela primeira vez ou repetir mais uma vez ou simplesmente para estar com essa pessoa e partilhar um momento... seja a conversar ou a fazer outra coisa qualquer.
A todos que ainda têm a sorte de poder estar com os pais, aproveitem bem. Um dia irão olhar para trás e sentir uma saudade imensa, por tudo que viveram e (espero que não) sentir que ficou tanto por dizer e fazer. Para evitar isto, espero que vivam de forma a que esta saudade seja breve e assim que surja  seja logo substituída com um pensamento de alegria e satisfação, pois quando tiveram a oportunidade de estar com eles, de conviver com eles, vocês aproveitaram e não ficou nada por dizer.

E lembrem-se, eles são humanos. Têm defeitos e feitios como nós. Não existe formação para pais e também estão a aprender a viver assim como nós estamos a fazer. Podem aprender sozinhos... ou então podemos tentar facilitar as coisas e ajudar no processo.

Por vezes não o digo por palavras, não é fácil expor o que sentimos.
Tento transmitir com acções. E como sei que de vez em quando eles dão
um salto aqui ao blog, bem... espero que leiam isto =)


No final do dia é bom lembrar e perceber que somos apenas humanos
 e estamos todos a travar uma luta.
E talvez algumas palavras de apoio possam ajudar a lembrar isto... a ambos os lados.
Que a minha vida seja uma forma de demonstrar o quanto agradeço tudo que vocês são para mim.



23 fevereiro 2012

=)

Visitem =)

Por vezes encontramos amizades nos sítios onde menos esperamos e com quem menos esperamos.

15 fevereiro 2012

Cartas.

Há pouco recebi mais um mail daquele site que já tinha falado (http://www.tinyletter.com). Costumo receber todos os dias (ou quase). E costumam ser cartas muito boas. Mas hoje... hoje a carta foi especial. Talvez por ter passado por uma situação muito parecida, esta carta carregue mais significado. Depois de ler, acredito que as palavras que foram escritas não foram escritas com a mão leve ou com os olhos serenos. Foi sentida e forte. Gostei de ler. Bem, vamos lá despachar isto:

Em Junho de 1945, Arline Feynman morreu por causa da tuberculose. Esta senhora era esposa do famoso físico Richard Feynman e 16 meses depois da morte dela ele escreveu uma carta que se manteve fechada até 1988 (apenas foi aberta depois da morte dele).
Ele escreveu o seguinte:


October 17, 1946

D’Arline,

I adore you, sweetheart.

I know how much you like to hear that — but I don't only write it because you like it — I write it because it makes me warm all over inside to write it to you.

It is such a terribly long time since I last wrote to you — almost two years but I know you'll excuse me because you understand how I am, stubborn and realistic; and I thought there was no sense to writing.

But now I know my darling wife that it is right to do what I have delayed in doing, and that I have done so much in the past. I want to tell you I love you. I want to love you. I always will love you.

I find it hard to understand in my mind what it means to love you after you are dead — but I still want to comfort and take care of you — and I want you to love me and care for me. I want to have problems to discuss with you — I want to do little projects with you. I never thought until just now that we can do that. What should we do. We started to learn to make clothes together — or learn Chinese — or getting a movie projector. Can't I do something now? No. I am alone without you and you were the "idea-woman" and general instigator of all our wild adventures.

When you were sick you worried because you could not give me something that you wanted to and thought I needed. You needn’t have worried. Just as I told you then there was no real need because I loved you in so many ways so much. And now it is clearly even more true — you can give me nothing now yet I love you so that you stand in my way of loving anyone else — but I want you to stand there. You, dead, are so much better than anyone else alive.

I know you will assure me that I am foolish and that you want me to have full happiness and don't want to be in my way. I'll bet you are surprised that I don't even have a girlfriend (except you, sweetheart) after two years. But you can't help it, darling, nor can I — I don't understand it, for I have met many girls and very nice ones and I don't want to remain alone — but in two or three meetings they all seem ashes. You only are left to me. You are real.

My darling wife, I do adore you.

I love my wife. My wife is dead.

Rich.

PS Please excuse my not mailing this — but I don't know your new address.

(Source: Genius: The Life and Science of Richard Feynman; Image: Richard Feynman, via.) 


A carta está excelente e é com muito respeito e empatia que a partilho.

12 fevereiro 2012

Mark Knopfler - Brothers in Arms




These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn
To be brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battles raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many different suns
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to hell
And the moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line on your palm
We're fools to make war
On our brothers in arms 



I've witnessed your suffering
As the battles raged higher 
And though they did hurt me so bad

In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms
...

04 fevereiro 2012

Baby It's Cold Outside

Norah Jones com Willie Nelson, delicioso =)
mmmhhhmmmm



Vamos provar à ciência que dois corpos podem de facto, estar no mesmo sítio ao mesmo tempo. Especialmente se for num sofá e estiver muito frio.

...but baby, it's cold outside.

17 janeiro 2012

Bons sonhos.

Olá linda...

...onde quer que estejas espero que tenhas uma boa noite, com um daqueles sonhos donde acordamos a sorrir. E se por algum motivo alguma coisa estiver a preocupar-te, fecha os olhos e respira fundo. Deita-te na cama e fecha os olhos lentamente enquanto abrandas a tua respiração. Sente o teu coração bater... sente cada pulsação. Respira devagar e relaxa. Concentra-te em cada batimento e deixa-te levar por este ritmo. Este ritmo é algo que nos une, acredito que há momentos onde o teu coração e o meu batem em sintonia. Como dois espelhos a reflectir o mesmo coração. Sente bem cada batimento, é ele que vai ajudar-me enquanto te procuro na terra dos sonhos. Vou poder encontrar-te por lá e aí podemos partilhar um sonho. Apenas por agora. Pois em breve iremos partilhar e criar muito mais. Deixa-me encontrar-te nesse mundo e abraçar-te. Não só pelo simples prazer de te abraçar, mas para que saibas que não estás só. Que não tens que suportar com todo esse peso sozinha. Que aqui nestes braços podes te sentir segura. E podes juntar-te bem perto para deixar o meu calor aquecer-te. Por agora ouve bem o teu coração, nesta noite deixa-o que te guie, deixa-o comandar a tua respiração... estou a caminho.


 Dorme bem =)

21 dezembro 2011

Para ti.

Olá.
Estou a falar para ti, sim tu que estás a ler. Não sei em que dia estás ou mês ou ano. Mas sei que há uma grande probabilidade de estares a ler isto e seres quem eu espero que sejas. Sim és "Tu". Parece que te encontrei não foi? Será que eu ainda estou chato e falo que se farta? Bem espero que sim, admite não é assim tão mau. Ah, se por acaso eu andar a treinar pouco diz-me isto: "Those with less, are doing a lot more than you." não te preocupes, o Paul que vai estar contigo vai perceber o que quer dizer. E não, sabes bem que não estou doido. Apenas estou a escrever isto do passado, uhh estás a receber uma carta do passado, hahah. Como estás comigo então não deves estar muito surpreendida com isto. Enfim, quero dizer-te que estou feliz que te encontrei. Que estamos juntos. Acredita que esperei muito tempo por alguém assim como tu. Sim eu sei como tu és, não o aspecto embora acredito que deves ser linda, tanto que até recebes cartas do teu actual namorado, vindas do Passado. Não sei que rapariga pode dizer isso, dizer que tem um namorado que lhe escreve cartas que ultrapassam os limites do tempo. Diz lá que isto não merece um mimo. Vá, dá lá um mimo ao rapaz...
Então, onde ia? Pois...fica a saber que eu ainda nesta altura divagava muito...ah já sei, eu sei como tu és...pois para me ter apaixonado por ti deves ser alguém fenomenal. E espero que o Paul desse tempo te mostre isso todos os dias, senão o fizer diz-lhe para vir ler o blog dele...está a precisar. Senão mudei muito, ainda gosto de coisas simples, nada complicadas. Conversas longas sobre tudo e mais alguma coisa. Partilhar contigo tudo que sei e ouvir tudo que já viste na vida, tudo que já aprendeste. Adoro ficar a ouvir-te a explicar como te correu o dia...sim cada pormenor e não chateias nada, acredita. O som da tua voz acalma a minha mente, é relaxante ouvir-te. Gosto quando me fazes perguntas sobre o que faço, mesmo que não seja interessante. Vou ter o hábito de te roubar beijos nos momentos que menos esperas. E sim eu sei onde te posso beijar e deixar-te derretida e vou abusar. Acredita que quando me abraças o turbilhão de sentimentos que me provocas é inexplicável, por momentos o peso do mundo torna-se suportável. Sim, vais ser tu que me vais provocar isto. Espero que quando vemos filmes, ainda faças do meu peito a tua almofada. ADORO ver-te com a minha roupa quando andas pela casa. Sei que é para sentires sempre o meu cheiro e acredita, é muito bom ver-te assim. Mesmo muito bom.
Quero que saibas que tu és especial, já o és agora antes de te conhecer pessoalmente. De tal forma que resolvi escrever-te esta carta e sei que o Paul desse tempo não vai deixar-te sequer duvidar do que ele sente. E não penses que digo que és especial apenas por dizer, sou cientista, há coisas que quando digo têm uma razão. Não sei quando te vou encontrar, mas antes de te encontrar acredita que sofri, enganei-me, falhei, caí, levantei-me, desesperei e lutei para te encontrar. E agora, agora que estamos juntos depois de tudo que estou a passar...saber que estás a ler isto...saber que estamos juntos...faz toda a dor, todo o sacrifício... faz tudo valer a pena. Porque embora custe, tu vales a pena. Oh se vales.
Por isso agora mesmo, tens dois tipos a mimar-te. Não esperavas isso pois não? Se és quem eu já sinto que vais ser, então tu mereces. Mereces sentir o que é ser Amada por quem Amas. E quando acordares a meio da noite, eu vou estar ao teu lado. Mereces acordar com um sorriso nos lábios e sentir que a vida vale a pena ser vivida. Tu já sabes do que estou a falar não sabes?
E esse teu sorriso, abusa dele rapariga. Por favor, sinto que pode atravessar o tempo e chegar aqui. Não te preocupes, o eu do futuro não se vai chatear. Manda um sorriso desse tempo, nós agradecemos.


Faz-me um favor, dá-me um beijo quando me vires. Daqueles onde me agarras como se estivesses a cair de uma montanha. E diz Olá ao Paul do futuro. Desejo-vos muita força e visão para que juntos consigam explorar todas as oportunidades que apareçam =)



Do Passado com carinho,

Paul =)

18 dezembro 2011

bom.

imagem 1

Adoro este tipo de mobília. Com a cor, o toque e o cheiro da madeira. De preferência se for eu a construir =)  Adoro construir coisas.
Eu sei que pode não parecer ser uma coisa muito importante. Mas para mim tem a sua importância, gosto de prestar atenção aos pormenores. Sentado na mesa, com ela. A comer e a conversar. Sentir a leve brisa e o sol suave a aquecer o ambiente. O vento a despentear o cabelo dela, ela nem se importa... nem precisa pois fica linda assim. Conversamos, olhamos um para o outro. Páro um pouco para   ...        estou a divagar, desculpem.

Pois, uma mesa de madeira sem verniz para poder sentir a textura e o cheiro a madeira. Já agora num jardim assim parecido =)

Não faço ideia porque me lembrei disto...especialmente antes de ir dormir... 


13 dezembro 2011

09 dezembro 2011

growing.

Estava a estudar no quarto quando naqueles momentos que tiramos para distrair, olho pela janela. Vejo um casal que pelo cabelo grisalho posso afirmar que eram ambos idosos. 
Não iam de mão dada, antes pelo contrário, ela ria-se muito. Não faço ideia do que falavam, mas reparei que havia ali uma ligação bem forte. Ele sorria e falava, por vezes fazia-lhe cócegas e ela tentava fugir com uns passos tímidos e um olhar que não despegava dele. Parecia um casal nas primeiras semanas de namoro. Vi isto à distância, sem conhecer as pessoas...mas logo logo lembrei-me desta música: 


Adorei e sorri. Apetecia-me ir lá fora e perguntar-lhes quem eram, conversar sobre a vida deles, como se conheceram. Saber tudo, quero aprender coisas assim, quero conhecer pessoas assim. Ver um casal desta idade que não envelheceu. Sem problemas em parecer demasiado novo para a idade que aparentam, como se isso fosse algo mau. Os preconceitos de parecer demasiado novo impedem tanta boa gente de ser feliz...enfim. Fiquei pelo quarto, passados uns momentos voltei ao estudo, mas enquanto isso aquela imagem passou-me na cabeça...eles os dois a saltarem e a rirem com uma naturalidade inspiradora. Tanto pelo sentimento que ambos expressavam um pelo outro, como pela alegria como o faziam. Parece que não tinham nada a perder, nada a temer...e na verdade...o que temos realmente a perder? Vamos todos morrer um dia, a diferença é que apenas alguns chegaram mesmo a viver.


Agora façam um favor a vocês mesmos e sorriam.

Bom fim de semana =)




04 dezembro 2011

momentos.

Ontem almocei por volta das 15h e fui para a faculdade. Fiquei lá umas 4h até ter fome. Resolvi vir embora e na saída encontrei uns amigos com quem fiquei na conversa. Mas por pouco tempo, eles estavam a comer e senti a fome a apertar. Vim embora e disse que estava mesmo com muita fome. A caminho de casa passo por um sujeito ajoelhado no chão a pedir comida. Ele tinha as mãos na cabeça e gritava: "Por favor, não consigo humilhar-me mais...alguém me dê comida". Não pedia dinheiro. Já o conheço de várias vezes passar por ele e ficar um bocado na conversa. Não tinha comida comigo, por isso segui caminho.

E aquelas palavras ficaram-me na cabeça. Em conjunto com a desculpa que dei aos meus amigos: "estou cheio de fome" ...eu só fiquei 4h sem comer...

Sei lá eu o que é fome.


O mais perto de fome que já experimentei foi há uns tempos, fiquei três dias sem comer. E ao terceiro dia já sentia a mente a pregar-me partidas, o estômago a contorcer-se sobre si mesmo, a fraqueza no corpo que me impedia de pensar como deve de ser. As dores que se sentem são estranhas e terríveis. E isto apenas com três dias. Há pessoas que passam muito mais tempo neste estado. Não sei como aguentam.




Voltando ao sujeito, como não tinha comida continuei com um andar pesado. Queria ajudar, fazer algo, apaziguar aquele sofrimento. É nestas alturas que as vozinhas começam a falar alto dentro da mente. As desculpas todas para que a consciência não leve a melhor. Para que consiga dormir à noite e olhar-me no espelho. E dá inicio a discussão: 


"Paul não tens comida contigo, que vais fazer?"


Paul: Posso dar dinheiro para que ele possa comer.


"Tu já tens pouco contigo e ele não pede dinheiro. E sabes lá tu se ele vai usar o dinheiro para outras coisas."


Paul: Sim, não sei. Ele pode estar a mentir, mas quem sou eu para julgar?


"Deixa-te de coisas, ninguém faria isso por ti. Pode ser perigoso, podem estar à espera que mostres dinheiro para te assaltarem."


Paul: Não quero saber o que fariam por mim, quero estar em paz comigo, quero ajudar.


E esta discussão durou mais algum tempo, até resolver não escutar mais estas desculpas e ir até ao pingo-doce. Fiz algumas compras para casa e aproveitei e comprei umas bolachas e uma garrafa de água, pedi um saco a mais. Sei que lhe dá muito jeito um saco destes. Voltei ao sítio onde o sujeito estava e entreguei-lhe o saco com as bolachas e a água (foi menos de 1€ pelas duas coisas). Ele já não estava de joelhos mas andava de um sítio para o outro a tentar falar com as pessoas que não o viam. Dei-lhe o saco e ele agradeceu, quase chorou. "Obrigado amigo, Deus o abençoe." disse ele. Nestas condições ainda diz isto. Admiro-o. 


Eu sei bem que não são "vozes", mas sim o medo a falar. Parte de mim que quer estar seguro, que quer que eu chegue a casa e não quer que eu me massacre com estas ideias. Acho que todos passamos por isto. Parte de nós quer ajudar e outra parte diz que não devemos ajudar por isto ou por aquilo...desculpas e mais desculpas. É esta uma das razões porque por vezes tento enfrentar os meus medos, para reconhecer esta voz. A voz do medo. E assim perceber quando ela está a exagerar e quando lhe devo dar ouvidos. Eu sei que existem associações para ajudar pessoas nestas condições. Mas no momento quis fazer algo. Não quis ceder ao medo, às desculpas e pelo menos fazer algo por ele.

Há uns dias atrás uma amiga deu-me um link de uma organização de ajuda que fica aqui no Porto. Talvez esteja na altura de ser mais activo. Por vezes não temos que fazer muito para mostrar a algumas pessoas que elas não estão sós. Que existe quem se preocupa. Por vezes é preciso muito pouco...



Embora o tenho ajudado...esta imagem continua na minha cabeça...um sujeito com a barba enorme, muito magro. De joelhos no chão, mãos na cabeça a chorar...a implorar por comida. E já me conheço, este momento vai ficar na minha mente durante muito tempo.
...

29 novembro 2011

warmth.




True story.
O contacto, o toque, o calor...é tão bom.

We all need warmth =)


Não tenho a certeza mas penso que a voz é do cantor Jonsi (se é que é assim o nome...) Boa combinação =)

27 novembro 2011

smooth.



Os train são uma banda com músicas fantásticas, digo eu... Gosto da letra, da música do sentimento que elas expressam. Ouvi esta há uns dias e adorei...
Esta vai para o mesmo nível da "marry me". Igualmente boa de se ouvir e... e um dia irei partilhar estas canções contigo, sentido o teu respirar no meu peito enquanto sentes o conforto dos meus braços. Um dia...





Deve ser to tempo...


21 novembro 2011

it's all those little things #2


Quando reparas que aquela pessoa está a olhar para ti com um sorriso disfarçado nos lábios.
Tu não cedes e olhas também...neste momento ela morde o lábio e continua a olhar.

Troca de olhares...são fantásticos não são? 

08 novembro 2011

Hachiko.



Hoje as raparigas cá de casa resolveram ver um filme e escolheram o hachiko, este filme é baseado numa história verdadeira (link). Este é um daqueles filmes que mostra uma história fantástica sobre a lealdade que os animais têm para com as pessoas. Recomendo muito ver este filme, mas façam-no com um pacote de lenços ao vosso lado. Há uma grande probabilidade de chorarem...baba e ranho...   Pelo menos foi o que aconteceu por aqui.

Menos eu claro...

01 novembro 2011

Need a Friend?



Vou dar uso ao blog para partilhar algo que penso ser importante, quem puder que partilhe também, a pequenina de olhos azuis agradece =)
Podem ler a história no blog do link. Obrigado c por partilhares =)

Le link is here:
http://girlsaredeathproof.wordpress.com/2011/10/31/pequenina/

29 outubro 2011

Oh Cupido, toma lá disto.



Sim porque ou usas uma mira melhor, mudas de arco ou vai aprender a apontar...ou então pára quieto pah...porque tu não acertas uma. E agora? Não dizes nada, não fazes nada...foste de férias foi?