=)
11 dezembro 2011
10 dezembro 2011
butternut.
Há uns tempos que queria experimentar uma receita. Então hoje foi o dia. Foi a primeira vez que experimentei preparar abóbora doce. Até nem ficou mau mas acho que posso melhorar a receita, mesmo assim gostei e pretendo repetir. Aliás, antes de a assar experimentei comer um pouco e gostei.
Comprei no lidl (99cent o kg) uma abóbora doce, cortei-a em quatro e meti numa travessa. Meti as folhas de couve por baixo para evitar que ficasse agarrado ao fundo. Salpiquei com um pouco de sal fino. Num tacho à parte meti uma boa quantidade de azeite com ervas aromáticas caseiras e aqueci. Fiz isto para que as ervas libertassem todo aquele aroma e sabor para o azeite. Depois deitei um pouco deste azeite por cima da abóbora e mais algumas ervas. Foi ao forno numa travessa e noutra travessa meti quatro batatas doces. Para aproveitar o forno =)
Aí está o resultado final. Na folha de couve, meti um refogado de couve com cenoura. Meti na folha de couve porque... apeteceu-me =P E comi tudo (sim a folha de couve também, gosto de couve crua).
Ah, atenção ao pormenor, naquela concha da abóbora coloquei mais azeite (daquele com as ervas) que se misturou com o "sumo" que saiu da abóbora e foi excelente para molhar a batata doce assada e comer. Foi uma boa combinação =)
Ficou tudo por menos de 3€ e dá para uma refeição normal para 4 pessoas. Ou no meu caso, para o almoço e jantar.
Tentem usar esta abóbora, recomendo =)
09 dezembro 2011
growing.
Estava a estudar no quarto quando naqueles momentos que tiramos para distrair, olho pela janela. Vejo um casal que pelo cabelo grisalho posso afirmar que eram ambos idosos.
Não iam de mão dada, antes pelo contrário, ela ria-se muito. Não faço ideia do que falavam, mas reparei que havia ali uma ligação bem forte. Ele sorria e falava, por vezes fazia-lhe cócegas e ela tentava fugir com uns passos tímidos e um olhar que não despegava dele. Parecia um casal nas primeiras semanas de namoro. Vi isto à distância, sem conhecer as pessoas...mas logo logo lembrei-me desta música:
Adorei e sorri. Apetecia-me ir lá fora e perguntar-lhes quem eram, conversar sobre a vida deles, como se conheceram. Saber tudo, quero aprender coisas assim, quero conhecer pessoas assim. Ver um casal desta idade que não envelheceu. Sem problemas em parecer demasiado novo para a idade que aparentam, como se isso fosse algo mau. Os preconceitos de parecer demasiado novo impedem tanta boa gente de ser feliz...enfim. Fiquei pelo quarto, passados uns momentos voltei ao estudo, mas enquanto isso aquela imagem passou-me na cabeça...eles os dois a saltarem e a rirem com uma naturalidade inspiradora. Tanto pelo sentimento que ambos expressavam um pelo outro, como pela alegria como o faziam. Parece que não tinham nada a perder, nada a temer...e na verdade...o que temos realmente a perder? Vamos todos morrer um dia, a diferença é que apenas alguns chegaram mesmo a viver.
Agora façam um favor a vocês mesmos e sorriam.
Bom fim de semana =)
Não iam de mão dada, antes pelo contrário, ela ria-se muito. Não faço ideia do que falavam, mas reparei que havia ali uma ligação bem forte. Ele sorria e falava, por vezes fazia-lhe cócegas e ela tentava fugir com uns passos tímidos e um olhar que não despegava dele. Parecia um casal nas primeiras semanas de namoro. Vi isto à distância, sem conhecer as pessoas...mas logo logo lembrei-me desta música:
Adorei e sorri. Apetecia-me ir lá fora e perguntar-lhes quem eram, conversar sobre a vida deles, como se conheceram. Saber tudo, quero aprender coisas assim, quero conhecer pessoas assim. Ver um casal desta idade que não envelheceu. Sem problemas em parecer demasiado novo para a idade que aparentam, como se isso fosse algo mau. Os preconceitos de parecer demasiado novo impedem tanta boa gente de ser feliz...enfim. Fiquei pelo quarto, passados uns momentos voltei ao estudo, mas enquanto isso aquela imagem passou-me na cabeça...eles os dois a saltarem e a rirem com uma naturalidade inspiradora. Tanto pelo sentimento que ambos expressavam um pelo outro, como pela alegria como o faziam. Parece que não tinham nada a perder, nada a temer...e na verdade...o que temos realmente a perder? Vamos todos morrer um dia, a diferença é que apenas alguns chegaram mesmo a viver.
Agora façam um favor a vocês mesmos e sorriam.
Bom fim de semana =)
08 dezembro 2011
E quem fala assim...
Costumo seguir os vídeos deste tipo e gosto do que fala. O personagem por vezes exagera um pouco na linguagem mas diz coisas certas.
Bom de se ver/ouvir. Os ideais andam trocados. Tenho amigos que desesperam por bolsas para continuar a investigação onde podem mudar o mundo...enquanto pessoas fechadas numa casa são alvo de inúmeras capas de revista e ocupam as conversas das pessoas...diáriamente. Não quero julgar o que as pessoas falam...mas faz-me confusão a importância que é dada pelas pessoas...
Bom de se ver/ouvir. Os ideais andam trocados. Tenho amigos que desesperam por bolsas para continuar a investigação onde podem mudar o mundo...enquanto pessoas fechadas numa casa são alvo de inúmeras capas de revista e ocupam as conversas das pessoas...diáriamente. Não quero julgar o que as pessoas falam...mas faz-me confusão a importância que é dada pelas pessoas...
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07 dezembro 2011
mistletoe.
De acordo com um costume de Natal antigo, um homem e uma mulher que se encontrem debaixo do visco eram obrigados a dar um beijo. Parece que este costume tem origem na Escandinávia. Por isso sempre que passarem por baixo de uma planta destas, muah.
Ah, nalguns sítios costumam pendurar ramos desta planta nas portas ou mesmo no tecto.
![]() |
| source. |
Bem...há tradições que se devem manter. Por isso, este blog está oficialmente com um ramo destes mesmo à entrada. Agora façam o favor de cumprir a tradição e dar um beijo ao blogger.
Bom feriado =)
06 dezembro 2011
daily things.
Por vezes temos que fazer um esforço para ver algumas coisas.
Por vezes temos mesmo que mudar radicalmente a forma como pensamos, ou a forma como vemos as coisas.
Por vezes temos mesmo que mudar radicalmente a forma como pensamos, ou a forma como vemos as coisas.
Mas essas coisas valem bem a pena =)
Ou como escreveu o fantático Dr. Seuss:
I like nonsense, it wakes up the brain cells. Fantasy is a necessary ingredient in living.
You'll miss the best things if you keep your eyes shut.
I like nonsense, it wakes up the brain cells. Fantasy is a necessary ingredient in living.
You'll miss the best things if you keep your eyes shut.
Being crazy isn't enough.
05 dezembro 2011
Olive oil
Sabem o que é bom?
Isto:
![]() |
| http://www.thegreekfood.com/olive-oil/ |
E para breve vou tentar fazer umas misturas no azeite para ver o que sai.
Tipo isto:
| http://www.ifood.tv/blog/how-to-make-olive-oil-dip |
Pão com azeite...
É oficial, estou viciado nisto.
04 dezembro 2011
momentos.
Ontem almocei por volta das 15h e fui para a faculdade. Fiquei lá umas 4h até ter fome. Resolvi vir embora e na saída encontrei uns amigos com quem fiquei na conversa. Mas por pouco tempo, eles estavam a comer e senti a fome a apertar. Vim embora e disse que estava mesmo com muita fome. A caminho de casa passo por um sujeito ajoelhado no chão a pedir comida. Ele tinha as mãos na cabeça e gritava: "Por favor, não consigo humilhar-me mais...alguém me dê comida". Não pedia dinheiro. Já o conheço de várias vezes passar por ele e ficar um bocado na conversa. Não tinha comida comigo, por isso segui caminho.
E aquelas palavras ficaram-me na cabeça. Em conjunto com a desculpa que dei aos meus amigos: "estou cheio de fome" ...eu só fiquei 4h sem comer...
E aquelas palavras ficaram-me na cabeça. Em conjunto com a desculpa que dei aos meus amigos: "estou cheio de fome" ...eu só fiquei 4h sem comer...
Sei lá eu o que é fome.
O mais perto de fome que já experimentei foi há uns tempos, fiquei três dias sem comer. E ao terceiro dia já sentia a mente a pregar-me partidas, o estômago a contorcer-se sobre si mesmo, a fraqueza no corpo que me impedia de pensar como deve de ser. As dores que se sentem são estranhas e terríveis. E isto apenas com três dias. Há pessoas que passam muito mais tempo neste estado. Não sei como aguentam.
Voltando ao sujeito, como não tinha comida continuei com um andar pesado. Queria ajudar, fazer algo, apaziguar aquele sofrimento. É nestas alturas que as vozinhas começam a falar alto dentro da mente. As desculpas todas para que a consciência não leve a melhor. Para que consiga dormir à noite e olhar-me no espelho. E dá inicio a discussão:
"Paul não tens comida contigo, que vais fazer?"
Paul: Posso dar dinheiro para que ele possa comer.
"Tu já tens pouco contigo e ele não pede dinheiro. E sabes lá tu se ele vai usar o dinheiro para outras coisas."
Paul: Sim, não sei. Ele pode estar a mentir, mas quem sou eu para julgar?
"Deixa-te de coisas, ninguém faria isso por ti. Pode ser perigoso, podem estar à espera que mostres dinheiro para te assaltarem."
Paul: Não quero saber o que fariam por mim, quero estar em paz comigo, quero ajudar.
E esta discussão durou mais algum tempo, até resolver não escutar mais estas desculpas e ir até ao pingo-doce. Fiz algumas compras para casa e aproveitei e comprei umas bolachas e uma garrafa de água, pedi um saco a mais. Sei que lhe dá muito jeito um saco destes. Voltei ao sítio onde o sujeito estava e entreguei-lhe o saco com as bolachas e a água (foi menos de 1€ pelas duas coisas). Ele já não estava de joelhos mas andava de um sítio para o outro a tentar falar com as pessoas que não o viam. Dei-lhe o saco e ele agradeceu, quase chorou. "Obrigado amigo, Deus o abençoe." disse ele. Nestas condições ainda diz isto. Admiro-o.
Eu sei bem que não são "vozes", mas sim o medo a falar. Parte de mim que quer estar seguro, que quer que eu chegue a casa e não quer que eu me massacre com estas ideias. Acho que todos passamos por isto. Parte de nós quer ajudar e outra parte diz que não devemos ajudar por isto ou por aquilo...desculpas e mais desculpas. É esta uma das razões porque por vezes tento enfrentar os meus medos, para reconhecer esta voz. A voz do medo. E assim perceber quando ela está a exagerar e quando lhe devo dar ouvidos. Eu sei que existem associações para ajudar pessoas nestas condições. Mas no momento quis fazer algo. Não quis ceder ao medo, às desculpas e pelo menos fazer algo por ele.
Há uns dias atrás uma amiga deu-me um link de uma organização de ajuda que fica aqui no Porto. Talvez esteja na altura de ser mais activo. Por vezes não temos que fazer muito para mostrar a algumas pessoas que elas não estão sós. Que existe quem se preocupa. Por vezes é preciso muito pouco...
Embora o tenho ajudado...esta imagem continua na minha cabeça...um sujeito com a barba enorme, muito magro. De joelhos no chão, mãos na cabeça a chorar...a implorar por comida. E já me conheço, este momento vai ficar na minha mente durante muito tempo.
O mais perto de fome que já experimentei foi há uns tempos, fiquei três dias sem comer. E ao terceiro dia já sentia a mente a pregar-me partidas, o estômago a contorcer-se sobre si mesmo, a fraqueza no corpo que me impedia de pensar como deve de ser. As dores que se sentem são estranhas e terríveis. E isto apenas com três dias. Há pessoas que passam muito mais tempo neste estado. Não sei como aguentam.
Voltando ao sujeito, como não tinha comida continuei com um andar pesado. Queria ajudar, fazer algo, apaziguar aquele sofrimento. É nestas alturas que as vozinhas começam a falar alto dentro da mente. As desculpas todas para que a consciência não leve a melhor. Para que consiga dormir à noite e olhar-me no espelho. E dá inicio a discussão:
"Paul não tens comida contigo, que vais fazer?"
Paul: Posso dar dinheiro para que ele possa comer.
"Tu já tens pouco contigo e ele não pede dinheiro. E sabes lá tu se ele vai usar o dinheiro para outras coisas."
Paul: Sim, não sei. Ele pode estar a mentir, mas quem sou eu para julgar?
"Deixa-te de coisas, ninguém faria isso por ti. Pode ser perigoso, podem estar à espera que mostres dinheiro para te assaltarem."
Paul: Não quero saber o que fariam por mim, quero estar em paz comigo, quero ajudar.
E esta discussão durou mais algum tempo, até resolver não escutar mais estas desculpas e ir até ao pingo-doce. Fiz algumas compras para casa e aproveitei e comprei umas bolachas e uma garrafa de água, pedi um saco a mais. Sei que lhe dá muito jeito um saco destes. Voltei ao sítio onde o sujeito estava e entreguei-lhe o saco com as bolachas e a água (foi menos de 1€ pelas duas coisas). Ele já não estava de joelhos mas andava de um sítio para o outro a tentar falar com as pessoas que não o viam. Dei-lhe o saco e ele agradeceu, quase chorou. "Obrigado amigo, Deus o abençoe." disse ele. Nestas condições ainda diz isto. Admiro-o.
Eu sei bem que não são "vozes", mas sim o medo a falar. Parte de mim que quer estar seguro, que quer que eu chegue a casa e não quer que eu me massacre com estas ideias. Acho que todos passamos por isto. Parte de nós quer ajudar e outra parte diz que não devemos ajudar por isto ou por aquilo...desculpas e mais desculpas. É esta uma das razões porque por vezes tento enfrentar os meus medos, para reconhecer esta voz. A voz do medo. E assim perceber quando ela está a exagerar e quando lhe devo dar ouvidos. Eu sei que existem associações para ajudar pessoas nestas condições. Mas no momento quis fazer algo. Não quis ceder ao medo, às desculpas e pelo menos fazer algo por ele.
Há uns dias atrás uma amiga deu-me um link de uma organização de ajuda que fica aqui no Porto. Talvez esteja na altura de ser mais activo. Por vezes não temos que fazer muito para mostrar a algumas pessoas que elas não estão sós. Que existe quem se preocupa. Por vezes é preciso muito pouco...
Embora o tenho ajudado...esta imagem continua na minha cabeça...um sujeito com a barba enorme, muito magro. De joelhos no chão, mãos na cabeça a chorar...a implorar por comida. E já me conheço, este momento vai ficar na minha mente durante muito tempo.
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03 dezembro 2011
Xmas list.
Querido Pai Natal, este ano não quero ser muito esquisito por isso fica a teu critério: aqui vai a minha lista. Ah, não estou a falar da roupa interior.
Confio na tua escolha.
Relax...i'm joking =P
Relax...i'm joking =P
02 dezembro 2011
sneeze.
Seria pedir muito que pelo menos quando estão a escolher a fruta no supermercado colocassem a mão ou braço à frente da boca enquanto espirram?
A sério...acho que não é pedir muito...e acreditem que quem está ao lado já não ficam sem comprar a fruta.
A sério...acho que não é pedir muito...e acreditem que quem está ao lado já não ficam sem comprar a fruta.
Se calhar sou eu que sou muito esquisito...
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