20 março 2013

making your way in the world.

‘I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived.’

 ~Henry David Thoreau
Foto tirada no mágico PNPG =)

Ainda funciona =)

Olá =)

Ufa, já lá vai um tempinho...

Quase três meses se bem me lembro.

Enfim, ainda estou vivo e com muitas novidades =)
Mas isso fica para breve.


hugs =)

28 dezembro 2012

correntes.


Quantas vezes já me senti assim? Não faço ideia. Mas o "assim" é aquele sentimento de estarmos num poço, de estar na lama sem conseguir mexer. Para quem já esteve com as pernas na lama até aos joelhos, sabe bem o que é estar por lá. Não damos conta que estamos presos até nos tentarmos mexer. Há ocasiões em que isto acontece, estamos tão "habituados" a uma situação ou estilo de vida, que quando é preciso mexer ou mudar, reparamos que estamos na verdade presos. Agarrados a um estilo, a um conjunto de ideias sobre como a vida deve ser. Por isso é que é necessário sair da rotina, abanar a vida até tudo que pode cair, cair. E apenas resta o essêncial.

Daí ser tão importante mudar rotinas, escolher outro caminho ou outra forma de expressar ou fazer as coisas, para perceber que não estamos presos, que somos livres. Nem que seja livres no pensamento. Que somos nós a construir a nossa vida, a construir os nossos pensamentos e que não estamos simplesmente a aceitar tudo que entra na nossa mente, sem sermos específicos. 


Conseguem reparar nalguma "corrente" que vos prende a algo?
Vamos lá largar as correntes em 2012 e usar 2013 como desculpa para começar novas atitudes, novas formas de reagir e agir. A decisão é, como sempre foi, nossa.

25 dezembro 2012

merry xmas

Olá, ainda venho a tempo? Não me esqueci de voces =)
Espero que tenha sido um dia muito bom e que o Natal ainda tenha o significado que o Natal deve ter.

Aproveitem bem estes momentos com as pessoas que amam, pois estes são os momentos que ajudam a suportar outras alturas mais 'duras' da vida. Enfim, como tenho net limitada, não vou prolongar muito.

Um Feliz Natal para todos =)

18 dezembro 2012

Prendas?

Este ano resolvi criar um desafio para mim mesmo. Resolvi não comprar prendas. Isso mesmo. Este Natal não vou comprar prendas de Natal. Primeiro, porque não tenho guito, literalmente. Segundo, cada vez mais falamos que o espírito do Natal está a perder-se, mas continuamos a comprar prendas e mais prendas. 
Não estou a apontar nada a ninguém, estou apenas a fazer uma análise ao que sinto/penso. Assim, resolvi não comprar prendas. MAS, não quer dizer que não vá oferecer prendas. Se der, terão que ser feitas por mim. Só isso. 

E honestamente, para mim uma prenda feita pela pessoa que a dá, tem muito mais significado. Traz um carinho especial. Mas não tem que ser só objectos. Estou a pensar em cozinhar alguma coisa e oferecer. Ainda não sei bem como ou o quê. Mas o que é certo é que quando falamos em prendas, pensamos "bolas, tenho que ir às compras antes que seja tarde demais." Não é que seja mau, mas para mim, perde um pouco do espírito do Natal, aquele sentimento em dar algo especial. Daquela magia de Natal. Se é para dar, porque não oferecer um bolo? Ou marcar um jantar com alguns amigos mais chegados? 

Acredito que o Natal é para amar, partilhar, fortalecer laços, dar, fazer sorrir... e as prendas podem chegar em várias formas ou feitios. A ideia é dar algo, porque não um doce? A sério, porque não fazemos um bolo de chocolate, metemos dentro de uma caixa e oferecemos? É uma prenda e foi feito por nós =) 

Quero mesmo aplicar isto na minha vida. Ando farto de comprar mais prendas, percorrer lojas à procura  daquela prenda "especial" para dar. E das poucas vezes que vejo t.v. fico farto de tanto anúncio com coisas que parece que não conseguimos viver sem elas. baahhhh. São coisas, são materiais e é claro que muitos são precisos... mas precisamos assim de tanto? Enfim, não vou tornar isto num desabafo, isto é para outro post que está no "forno" =)


Este Natal vai ser mais barato em dinheiro, mas muito mais rico e específico em emoções. Como se costuma dizer nalguns sítios: "Empty hands, full heart."

16 dezembro 2012

Humildade ou reconhecimento?


Gostei de ver este vídeo. Não fiquei muito admirado com o gesto do presidente Obama, pelo que sei, é uma pessoa que além de ser humilde, reconhece a importância das pessoas. E por consequência, respeita as pessoas na mesma forma. O facto de se ter lembrado do guarda que estava à porta a zelar pela sua segurança, demonstra carácter. Demonstra que reconhece que aquela pessoa tem importância. Foi apenas um aperto de mão, uma simples e comum forma de saudar, mas traz uma mensagem muito importante. Uma mensagem de reconhecimento, uma mensagem que diz: "Olá, reconheço a tua importância e tenho respeito por quem és."


Já agora, pelo que pesquisei, o aperto de mãos surgiu numa época quando era habitual usar armas para defesa pessoal. Ora, para demonstrar confiança às pessoas com quem se encontravam, mostravam a mão e apertavam, mostrando que nessa mão não traziam uma arma. Não sei se é verdade, mas faz algum sentido (excepto para quem usava a mão esquerda...).


Falando em saudações, costumam cumprimentar as pessoas com um "Olá", beijo ou aperto de mão?

13 dezembro 2012

coisas.







Sonhos, desejos, objectivos, planos... são coisas importantes e excelentes "mapas" para usar na Vida. Mas são apenas isso... mapas. Não são uma visão do futuro. Da mesma forma que se seguir um mapa para chegar ao local X e encontrar uma parede não marcada no mapa, não vou parar. Vou apenas descobrir uma forma de ultrapassar essa parede. E continuar com o caminho... São importantes, pois sem um mapa, a viagem pode ser complicada e sem muito sentido. A não ser que se aplique o princípio de viajar sem planos... mas isso é outra história.


Por isso é que por vezes sofremos, pensamos que se fizermos X e Y, obtemos B e C. Na nossa cabeça parece que é assim... mas na prática... bem, já sabem o resto.




08 dezembro 2012

Um frio diferente.

Na noite de Sexta-feira para Sábado, por volta das 2am, estava a voltar para casa depois de ir a um concerto de jazz. Estava frio, não era aquele frio glaciar, não, estava apenas o frio de uma noite normal de inverno.

A determinado momento, enquanto caminhava e conversava, reparo em algo no chão que mexeu comigo. Não estou a falar daquelas emoções que se sentem no momento e depois passam... estou a falar daquelas emoções que nos dominam, que vão desenterrar os sentimentos mais profundos que possamos ter; vai até aos ossos e desfaz toda e qualquer defesa. Já vou explicar o que vi, mas antes disso queria que a imagem que vi segundos antes fique bem explicita: Várias pessoas a passear pela rua, a conversar e a passear, vá, iam na sua vida caminhando calmamente. Ok, o que vi foi tremendo e ainda hoje, enquanto estava à espera à porta do pingo doce, revi essas imagens e não pude conter algumas lágrimas. 

O que vi: enquanto passeava e caminhava, olhei para o lado e vi um sujeito deitado no chão. Embrulhado num cobertor, deitado em cima de outro cobertor que o separava do chão frio. Doeu só de ver. E iamos passando por aquelas pessoas, como se nada fosse. Tentando não fitar, tentando não olhar durante muito tempo para não "incomodar" quem lá estava deitado.

Foi quando pensei: Em que ponto das nossas vidas é que se tornou normal andar na rua e passar por pessoas a tentar dormir no chão? Como é que isto se tornou "OK", como é que algo assim se tornou aceitável na nossa rotina? De que forma é que é normal passear à noite e ver pessoas a dormir no chão, ao frio, como se fossem parte da paisagem?

Não faço ideia o que aconteceu na nossa Vida, ou que desculpas continuamos a dar à nossa consciência para acreditar que neste momento estão pessoas que podiam ser nossos irmãos, irmãs, pais, avós... a dormir no chão, sem abrigo e ainda por cima com este frio. Sem alguém... sem uma mão amiga, uma palavra de conforto, uma bebida quente para ajudar a aquecer o corpo... nada. Enquanto penso nisto sinto a minha mente a invadir-me com desculpas: "é a escolha dessas pessoas", "há instituições que tratam deles", "não os podes ajudar a todos"... mas continuam a ser desculpas e eles, eles continuam a dormir no chão. E eu continuo a lutar, a tentar fazer algo da minha vida como se fosse a minha grande batalha, o meu grande prémio por estar vivo. E quando penso neles, sinto-me tão pequeno... penso como é que posso continuar a pensar no que quero, quando vivo sem ter em conta quem precisa de ajuda. E a pergunta volta... "Em que ponto da nossa vida é que passou a ser normal passear na rua e ver pessoas a dormir no chão?"

Uma coisa que aprendi é que a vida continua. Não importa o quanto queiramos que ela abrande, não importa se desaparecemos deste lugar ou ficamos fechados nos nossos problemas... a Vida continua. Independentemente se somos bons, maus, honestos, mentirosos, orgulhosos ou altruístas... a vida continua. E para nós como para "eles" a Vida irá continuar. Mas penso, será que não podiamos fazer algo, ajudar de alguma forma? Nem que fosse tornar isto algo inaceitável, algo tão revoltante como a violência doméstica. Algo que nos deixasse zangados, revoltados... e que não fosse mais uma coisa normal da nossa sociedade. Que não fosse uma paisagem "natural" na noite. Fico a pensar nisto enquanto adormeço, quando paro por uns segundos e relaxo... são pensamentos e imagens que regressam à minha mente. E volta a pergunta que ainda não sei responder:


Em que ponto da nossa vida, se tornou normal ver pessoas a dormir na rua e continuar com o nosso caminho. Como se estivessemos a passar por uma árvore?

06 dezembro 2012