07 fevereiro 2014

Para estrear o forno.

Ao fim de uma semana à espera que os técnicos da EDP viessem ligar a electricidade, finalmente vieram hoje e agora já não tenho que acender velas para ver cá em casa. Foi uma semana interessante, sem electricidade. Foi sossegado e diferente. Mas ao mesm tempo não podia usar o forno. E já tinha saudades de cozinhar assim. Então para estrear este forno e celebrar a ligação da electricidade, experimentei um prato diferente e gostei do resultado.

O forno portou-se bem e ainda quero testar outras receitas nele. Em princípio a próxima será o bolo de chocolate vegan.

Ok, é isso =)

05 fevereiro 2014

Enquanto dormias...

No domingo passado, acordei um pouco mais tarde, por volta das 7am (para mim já é tarde =p ) Vesti-me, comi e foi caminhar até à montanha. Sem correr nem pensar no exercício. Costumo acordar cedo para treinar, mas no domingo foi diferente, acordei cedo para ir ver o nascer do sol. Subi até ao topo da montanha e sentei-me admirar tudo à minha volta. Wow. Awesome. A palavra espantoso, ou fenomenal foram criadas para descrever momentos assim. Enquanto ali estava sentado, fui assistindo ao nevoeiro a percorrer a cidade, lentamente. O sol, na sua grandeza ia surgindo pelo meio das nuvens... um dos meus penmentos foi ''porque é que não fazemos isto mais vezes? Porque escolhemos ficar na cama, enquanto ISTO está a acontecer?'' Depois desliguei, meditei e fiquei... simplesmente a contemplar. A ter consciência do que se estava a passar naquele momento e não o queria perder a pensar em outras coisas.
Valeu a pena e quero repetir.

Estou grato pela atenção que tiveram ao ler e espero que se lembrem disto num dia que acordem cedo =)
Saboreia a Vida, mas saboreia o que merece ser saboreado. Vai ao Natural, encontra a Natureza, pois acredito que irás surpreender-te com o que ela tem para oferecer/partilhar =)

Procura a Natureza e irás encontrar-te.

26 janeiro 2014

NTJPET - nunca tive jeito para escolher títulos

Tirei agora a foto, mal terminei um delícioso café bem cheio. Estou sentado numa esplanada, dentro de um parque. A vista é linda, com os tons de um leve nevoeiro e uma chuva suave que mais parece orvalho. Mas não deixa de molhar.

Já estou confortável e vou reler uns textos sobre "Correlation does not imply causation". Depois estou a planear ler algo sobre solos... mas isso é um plano. Nada demasiado certo, pois é Domingo e pretendo começar com o texto que mencionei em cima e deixar levar-me... talvez vá de facto ler algo sobre solos, ou então escrever mais um pouco no meu livro, ou simplesmente "perder-me" no tumblr... quem sabe... é Domingo.

25 janeiro 2014

Referendo

Estamos em 2014. Já fotografamos moléculas; estamos a tratar dos preparativos para colonizar Marte; construímos computadores que se podem usar como oculos; somos capazes de filmar luz em movimento e abrandar o video ao ponto onde se pode ver a luz a propagar-se; já produzimos materiais que este planeta nunca viu antes; estamos a receber dados de análises do solo de outro planeta... estamos em 2014... e ainda fazemos um referendo sobre se um casal deve ou não poder adotar uma criança. Um dos argumentos contra é que a criança pode crescer com "confusões" sobre a sua sexualidade. Daqui retiro que talvez o problema não seja o casal poder ou não adotar crianças... mas sim ainda se  encarar a homossexualidade como um problema.
Talvez seja esse o problema.
Talvez o problema nao seja se um casal homossexual pode ou não adotar crianças. Talvez o problema seja ainda encarar a homossexualidade como um problema.

21 janeiro 2014

Run, run, run

Adoro correr. Corridas curtas e explosivas, corridas longas e lentas ou simplesmente correr, sem registar nada. Nem a distância, nem o tempo, nem o cansaço. Só correr... mais ao menos como o Forrest =)
Gosto pelo que sinto durante e depois da corrida. Sei que estou a fazer exercício e ajuda-me a meditar enquanto corro. Nos primeiros minutos vou pensando e observando os pensamentos, como se formam e desenvolvem... depois vou organizando as ideias e depois liberto-me de tudo isso e ........................ corro. Tudo o resto fica para trás, costumo dizer que os problemas e chatices não nos conseguem acompanhar numa corrida =)

Por vezes levo música, mas cada vez mais, uso menos. Vou prestando atenção aos sons à minha volta. Ao bater dos pés no chão, ao som da roupa contra o vento, os carros a passar com os seus motores e os barulhos característicos de cada um, o barulho dos penus a rodar no chão,  as pessoas paradas na conversa ou a caminhar, gosto quando vejo animais... relaxo e respiro enquanto assisto a esta sinfonia natural. E continuo a correr. Consciente onde meto os pés, pois nesta altura há sempre caracóis, lesmas e rãs pelo chão. E continuo a correr.
Quando o momento pede, eu paro, respiro fundo e contemplo a vista. Por vezes fico sem palavras e só me apetece bater palmas pela grandiosidade da paisagem.

Outros dias simplesmente corro porque sim =)

No domingo estava sentado ao sol depois de uma corrida e tirei uma foto a quem faz parte deste trabalho todo nas corridas.
Pernas, digam olá =)

19 janeiro 2014

Walden

Ontem terminei um livro. ''Walden'' por Henry David Thoreau, um sujeito que resolver ir viver numa cabana construída por ele, ao lado do lago Walden. Viveu nessa cabana durante 2 anos, 2 meses 2 dias. E relata as suas histórias e aventuras que passou nesse local. Durante o processo, ele tece algumas críticas à sociedade e a muitos hábitos. Algumas das minhas passagens favoritas são aquelas onde ele descreve o que passa no meio da Natureza. Adorei este livro e recomendo =)

Houve uma passagem que me despertou curiosidade há umas semanas atrás e fez-me mergulhar neste livro. Foi esta: '' I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived. I did not wish to live what was not life, living is so dear; nor did I wish to practise resignation, unless it was quite necessary. I wanted to live deep and suck out all the marrow of life, to live so sturdily and Spartan-like as to put to rout all that was not life, to cut a broad swath and shave close, to drive life into a corner, and reduce it to its lowest terms.''  ...

“Every morning was a cheerful invitation to make my life of equal simplicity, and I may say innocence, with Nature herself.”

Sou muito atencioso na escolha de livros para ler. Já tenho um ''grupo'' de escritores dos quais devoro tudo que apanho. Este Henry David Thoreau acabou de entrar na lista. A seguir vou ''provar'' Emerson.

Mas por agora não... por agora vou meditar sobre este livro... deixá-lo acentar bem, explorar os pormenores da escrita, a beleza dos argumentos... quero-o saborear bem até estar pronto para o próximo livro.

E assim vão surgindo passagens à mente...
''I did not wish to live what was not life, living is so dear; nor did I wish to practise resignation, unless it was quite necessary.''

14 janeiro 2014

Doses

Ora pois...  nunca percebi bem esta coisa da dosagem dos alimentos nas embalagens. Ok, até compreendo... mas raramente acertam. Eu nunca como x gramas de massa, normalmente é meia embalagem ou quando estou mesmo com fome, vai a embalagem inteira. Li num pacote de aveia que uma dose são cerca de 30 g... ah. Ah. Ah. Para mim, uma embalagem de 400 g dá para 3-4 vezes. Uma caixa de corn flakes (500 g) dá para 2-3 vezes e não aquelas 8 a 10 doses...

Acho que é importante lembrar que embora estes valores são importantes, devemos sempre saber ouvir o nosso corpo e adaptar ao que precisamos e não ao que dizem que precisamos.

13 janeiro 2014

It's in the rain.

Estava agora a ouvir música, até que num momento escuto a torrencial chuva que cai lá fora. Então desligo a música e prefiro ouvir a chuva cair. É relaxante, natural, stereo, da mais alta qualidade sonora =p e ajuda-me a meditar.

Parei para escrever isto e agora vou desligar tudo (luz incluída), para voltar a assitir de corpo e alma a este concerto fantástico.

Deixo-me levar por cada gota que cai... observo os pensamentos a formarem-se, mas não os agarro... eles fluem com cada gota de chuva. E esta música traz serenidade, paz. Escuto as goteiras a formar um caudal... localizo poças de água pela intensidade e o tipo de som... e reparo que estou outra vez a tentar pensar demasiado nas coisas... então volto a respirar fundo e lentamente e escuto a chuva. E volto para este momento, puro e único. Os sons desta chuva são fantásticos. E acompanhados pelo vento, que maravilha.

Escutem a chuva, não deixem que se torne um barulho "normal" de fundo, como se fosse uma tv à hora de jantar. Apreciem esta maravilha. Simplesmente escutem e saboreiem.

Adoro a chuva =)

Agora vou voltar ao momento.
Até já =)

07 janeiro 2014

Barefoot

Hoje corri até ao parque e chovia muito. Mesmo muito. Eu já estava completamente molhado, mas continuei o treino. Fiz bem. E no final lembrei-me de como a Natureza nos ajuda e como tinha saudades em estar descalço com os pés na terra.

E foi no momento ideal que me lembrei. Sob aquela chuva, descalcei-me, tirei as meias e meti os pés na lama. Oh... aquela frescura, aquela textura, aquele sentimento tão primal... o sentimento de liberdade e de ligação. União, presença, consciência... ainda o sinto.

Olhei para o céu e vi a chuva cair em cima de mim, com os pés na terra e o som agressivo da chuva a cair no lago que estava ao meu lado. Um pouco abaixo o sussuro de uma cascata cantou uma bela música de fundo...

Não vou explicar o que senti mesmo, pois não quero reduzir a magia daquele momento a algumas palavras... e nem sei se seria capaz de expressar o que senti. Apenas vos convido a fazer o mesmo. Corram para acordar e animar o corpo e os sentidos, sintam o vosso corpo, sintam tudo aquilo que o vosso corpo consegue realmente sentir. Mergulhem na Natureza, com todos os sentidos, ela está em toda a parte... sintam-na. Saiam de casa, mesmo que esteja a chover. Enfiem os pés na lama e sintam a terra nos vossos dedos... transformem os vossos pés noutro par de mãos que sente o chão. Olhem para o céu, sintam cada gota a tocar na vossa cara. E deixem a chuva arrastar tudo dentro de vocês... imaginem a chuva a limpar tudo. Visualizem a chuva a arrastar tudo e depois parem de pensar ou imaginar. Parem tudo. Desliga. Desliga. Desliga. Desliga-te de tudo...  Pois agora só estás tu, a terra e a chuva.

Só tu, a terra e a chuva =')



05 janeiro 2014

Dum spiro, spero.

Hoje, durante o trekking encontrei uma mata onde houve um incendio há uns meses. Explorei esta mata e custou ver tanto carvão... enquanto caminhava escutava o som característico de quando se pisa algo queimado...
Enquanto explorava, encontrei um rebento... lindo, verde e com a esperança de uma floresta nova a nascer com ele. Fiquei uns momentos a olhar... a ver... era espantoso. No meio daquilo de tudo, ele lutava, luta e continua a crescer. Mesmo depois de tudo à volta ter sido destruido, o que lhe resta fazer? Lutar, crescer, Viver. 

Fui até à montanha para treinar e além do treino, assisti a esta demonstração de valor e força.
 
Adorei =)