22 fevereiro 2014

Walking to the lab

A viagem até ao laboratório costuma levar 25 mins ou 30 mins se parar para ver a erva crescer. Digo a erva crescer no sentido de olhar, onservarada pormenor da/na Natureza...  nevoeiro a passar, os passaros a voar e a cantar, a brisa a refrescar o ambiente, o sol... a o sol, tem me acompanhado em grande parte das viagens. E ainda ontem tirei-lhe mais umas fotos. Devem estar aí em baixo do texto. Achei engraçado ( e simpático) que já pelo menos 4 pessoas ofereceram boleia, e em tempo de chuva, na ida para o laboratório até agradeço. Mas em tempo de sol, e nalguns dias de chuva também, o prazer da caminhada é fantástico e agradecendo o gesto, prefiro a caminhada =) Aqueles 25 mins são excelentes para meditar, pensar ou desligar e simplesmente caminhar sem pensar ou preocupar.

Quando penso, organizo e desenvolvo as ideias, crio prioridades para o dia e faço revisão a muitos assuntos.

Quando relaxo, relaxo.

Quando medito, presto atenção a tudo que posso, mas já relaxado. Caminho a sentir cada inspiração repleta de vida, energia e serenidade. Permito cada expiração transportar qualquer tensão ou preocupação. Presto atenção aos momentos entre a inspiração e a expiração e entre a expiração e a inspiração. Repito até sorrir. Este momemtos entre estas fases da respiração muito importantes, já repararam nesses momentos? Conscientemente reparo no que ''deixo'' entrar nos meus pulmões. Milhares de milhões de átomos que chegam aos pulmões. Energia, frescura, suavidade e ternura presente no ar matinal.

Quando penso, organizo as ideias e tento colocar as coisas em ordem, na minha ordem =)

Enfim, gosto muito de caminhar até ao laboratório.

16 fevereiro 2014

Delícia num frasco

Isto é delícia dentro de um frasco =D
Serviu como pequeno-almoço, mas estou com ideias de usar em outras ocasiões.

Ok, a explicação: o frasco era um frasco de manteiga de amendoim que se pode comprar no lidel, ao fim de fazer desaparecer a manteiga de amendoim toda, podemos reutilizar o frasco. Depois o processo para fazer isto é deliciosamente simples. Basta escolher o que queremos colocar lá dentro e deitar lá dentro =p
Recomendo que se coloque às camadas e que se pense um pouco na mistura, i.e, camada de algo seco, seguido de algo que ajude a comer o seco, ou seja algo mais húmido, mas que não seja líquido, pois não queremos fazer uma sopa, mas sim camadas de coisas boas. O que meti no frasco? Primeiro: bolacha maria ligeiramente esmagada, depois, com uma colher coloquei na segunda camada (com cuidado para não misturar) doce de frutos silvestres; na terceira camada coloquei pedacinhos de abacate; quarta camada: muesli; quinta camada: morangos frescos e incrivelmente deliciosos; sexta camada: muito amor e dedicacao a preparar, pois ela merece; sétima camada: bolo de chocolate (vegan) desfeito; oitava camada: muesli (era para ser chocolate derretido, mas não aconteceu); nona camada: iogurte de soja e por fim, morangos e abacate a cobrir, raspa de chocolate, um pouco de canela e dois sorrisos =)
E temos delícia num frasco =p

Meti duas camadas de muesli para ter aquele crocante dos cereais, pois neste contexto o crocante ajuda a variar um pouco a textura e o som enquanto se come.

É muito simples, rápido e bom. E se a mistura for bem escolhida, torna-se muito saudável. Estou com ideias de fazer isto como refeição ligeira ou lanche para levar na mochila. Ou usar um frasco mais pequeno (um de doce ou azeitonas). Como é de vidro, convem ter um cuidado extra para transportar, por isso, se se usar um frasco de plástico sempre é mais seguro.
Fica à vossa escolha, mas se poderem experimentem, é mesmo simples, rápido e barato. E bom, muito bom.

08 fevereiro 2014

Não vê t.v.?

Penso que já devem ser umas quatro ou cinco vezes que me dizem isto.
Sempre que me ligam para ''oferecer'' um novo serviço de telecomunicações ou um ''upgrade'' ao que tenho, normalmente ''oferecem'' X canais a mais, apenas por mais Y euros.
Costuma ser algo assim do género:

Operadora: Boa tarde, o meu nome é XYZ, estou a falar com Paulo da Costa?
Paul: Boa tarde XYZ (costumo cumprimentar a pessoa dizendo o nome... sinto que o cumprimento torna-se mais sincero e amistoso), o meu nome é Paul.
Operadora: Ah, peço desculpa, não reparei.
Paul: Não se preocupe... é normal acontecer.
Operadora: Sr. Paul, está interessado em ter mais canais de t.v. por apenas X euros mais?
Paul: Não obrigado.
Operadora: Mas por alguma razão?
Paul: Sim, porque não vejo televisão.
(Normalmente há uma pausa e a resposta soa mais a espanto do que a pergunta)
Operadora: Não vê televisão?
Paul: Não, não vejo.
Operadora: Isso não é muito habitual...
Paul: Pois, se calhar deveria ser...
Operadora: Desculpe a curiosidade... mas não vê por alguma razão em especial?
Paul: Sim, por várias razões especiais. Prefiro aproveitar o tempo para ler, treinar, meditar, relaxar, fazer o que gosto, estar com amigos... estar lá fora, sabe? No meio da Natureza onde a Vida acontece.
Operadora: Ah, pois... compreendo. Bem nesse caso o nosso serviço não o atrai pois não?
Paul: Nem por isso... mas obrigado na mesma.
...

E costuma ser assim, é engraçado que já devem ser uns quatro ou cinco operadores diferentes (e de operadoras diferentes) que obtenho a mesma reacção.
De certo que não serei o único a não ver televisão. Acho que a t.v. distrai demasiado a nissa mente, dificulta o pensamento... começamos a assimilar as opiniões que vemos na t.v. ... distrai ao ponto de já não ligarmos muito a outros assuntos da nossa vida.
Não me puxa muito para ver... os noticiarios viraram programas de entretenimento. Em vez de mostrarem factos e situações, ''fazem'' notícias, mostram o que é melhor para agradar as audiências... prefiro pesquisar em locais de confiança pelas notícias... depois o resto da programação é demasiado... não sei bem... enfadonha? Parece que o objectivo passa por manter-te sentado a olhar para aquela caixa... e sem dares conta, passam-se horas. Repara bem, horas e horas ali sentados a olhar para uma caixa. Quando podiamos convidar amigos e navegar em rios de conversas que nunca sabemos onde nos podem levar. O que já reparei é que convidamos amigos para se sentarem ao nosso lado e ficarmos ali em silêncio a olhar para a t.v.
Não era suposto sermos animais sociais?
Ou então irmos passear e ver o Mundo. Caminhar sós ou com amigos =)
Ou jogar cartas... sei lá...
Mas ficar ali sentado, a ''gastar'' tempo precioso de Vida, a olhar para a t.v.??? A Vida É curta. E a Vida é tão, mas tão preciosa... preciosa demais para ser usada a ver t.v.

Por isso, não tenho muita vontade de ver t.v.

Aproveitem a Vida. Vivam e sejam felizes.

07 fevereiro 2014

Para estrear o forno.

Ao fim de uma semana à espera que os técnicos da EDP viessem ligar a electricidade, finalmente vieram hoje e agora já não tenho que acender velas para ver cá em casa. Foi uma semana interessante, sem electricidade. Foi sossegado e diferente. Mas ao mesm tempo não podia usar o forno. E já tinha saudades de cozinhar assim. Então para estrear este forno e celebrar a ligação da electricidade, experimentei um prato diferente e gostei do resultado.

O forno portou-se bem e ainda quero testar outras receitas nele. Em princípio a próxima será o bolo de chocolate vegan.

Ok, é isso =)

05 fevereiro 2014

Enquanto dormias...

No domingo passado, acordei um pouco mais tarde, por volta das 7am (para mim já é tarde =p ) Vesti-me, comi e foi caminhar até à montanha. Sem correr nem pensar no exercício. Costumo acordar cedo para treinar, mas no domingo foi diferente, acordei cedo para ir ver o nascer do sol. Subi até ao topo da montanha e sentei-me admirar tudo à minha volta. Wow. Awesome. A palavra espantoso, ou fenomenal foram criadas para descrever momentos assim. Enquanto ali estava sentado, fui assistindo ao nevoeiro a percorrer a cidade, lentamente. O sol, na sua grandeza ia surgindo pelo meio das nuvens... um dos meus penmentos foi ''porque é que não fazemos isto mais vezes? Porque escolhemos ficar na cama, enquanto ISTO está a acontecer?'' Depois desliguei, meditei e fiquei... simplesmente a contemplar. A ter consciência do que se estava a passar naquele momento e não o queria perder a pensar em outras coisas.
Valeu a pena e quero repetir.

Estou grato pela atenção que tiveram ao ler e espero que se lembrem disto num dia que acordem cedo =)
Saboreia a Vida, mas saboreia o que merece ser saboreado. Vai ao Natural, encontra a Natureza, pois acredito que irás surpreender-te com o que ela tem para oferecer/partilhar =)

Procura a Natureza e irás encontrar-te.

26 janeiro 2014

NTJPET - nunca tive jeito para escolher títulos

Tirei agora a foto, mal terminei um delícioso café bem cheio. Estou sentado numa esplanada, dentro de um parque. A vista é linda, com os tons de um leve nevoeiro e uma chuva suave que mais parece orvalho. Mas não deixa de molhar.

Já estou confortável e vou reler uns textos sobre "Correlation does not imply causation". Depois estou a planear ler algo sobre solos... mas isso é um plano. Nada demasiado certo, pois é Domingo e pretendo começar com o texto que mencionei em cima e deixar levar-me... talvez vá de facto ler algo sobre solos, ou então escrever mais um pouco no meu livro, ou simplesmente "perder-me" no tumblr... quem sabe... é Domingo.

25 janeiro 2014

Referendo

Estamos em 2014. Já fotografamos moléculas; estamos a tratar dos preparativos para colonizar Marte; construímos computadores que se podem usar como oculos; somos capazes de filmar luz em movimento e abrandar o video ao ponto onde se pode ver a luz a propagar-se; já produzimos materiais que este planeta nunca viu antes; estamos a receber dados de análises do solo de outro planeta... estamos em 2014... e ainda fazemos um referendo sobre se um casal deve ou não poder adotar uma criança. Um dos argumentos contra é que a criança pode crescer com "confusões" sobre a sua sexualidade. Daqui retiro que talvez o problema não seja o casal poder ou não adotar crianças... mas sim ainda se  encarar a homossexualidade como um problema.
Talvez seja esse o problema.
Talvez o problema nao seja se um casal homossexual pode ou não adotar crianças. Talvez o problema seja ainda encarar a homossexualidade como um problema.

21 janeiro 2014

Run, run, run

Adoro correr. Corridas curtas e explosivas, corridas longas e lentas ou simplesmente correr, sem registar nada. Nem a distância, nem o tempo, nem o cansaço. Só correr... mais ao menos como o Forrest =)
Gosto pelo que sinto durante e depois da corrida. Sei que estou a fazer exercício e ajuda-me a meditar enquanto corro. Nos primeiros minutos vou pensando e observando os pensamentos, como se formam e desenvolvem... depois vou organizando as ideias e depois liberto-me de tudo isso e ........................ corro. Tudo o resto fica para trás, costumo dizer que os problemas e chatices não nos conseguem acompanhar numa corrida =)

Por vezes levo música, mas cada vez mais, uso menos. Vou prestando atenção aos sons à minha volta. Ao bater dos pés no chão, ao som da roupa contra o vento, os carros a passar com os seus motores e os barulhos característicos de cada um, o barulho dos penus a rodar no chão,  as pessoas paradas na conversa ou a caminhar, gosto quando vejo animais... relaxo e respiro enquanto assisto a esta sinfonia natural. E continuo a correr. Consciente onde meto os pés, pois nesta altura há sempre caracóis, lesmas e rãs pelo chão. E continuo a correr.
Quando o momento pede, eu paro, respiro fundo e contemplo a vista. Por vezes fico sem palavras e só me apetece bater palmas pela grandiosidade da paisagem.

Outros dias simplesmente corro porque sim =)

No domingo estava sentado ao sol depois de uma corrida e tirei uma foto a quem faz parte deste trabalho todo nas corridas.
Pernas, digam olá =)

19 janeiro 2014

Walden

Ontem terminei um livro. ''Walden'' por Henry David Thoreau, um sujeito que resolver ir viver numa cabana construída por ele, ao lado do lago Walden. Viveu nessa cabana durante 2 anos, 2 meses 2 dias. E relata as suas histórias e aventuras que passou nesse local. Durante o processo, ele tece algumas críticas à sociedade e a muitos hábitos. Algumas das minhas passagens favoritas são aquelas onde ele descreve o que passa no meio da Natureza. Adorei este livro e recomendo =)

Houve uma passagem que me despertou curiosidade há umas semanas atrás e fez-me mergulhar neste livro. Foi esta: '' I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived. I did not wish to live what was not life, living is so dear; nor did I wish to practise resignation, unless it was quite necessary. I wanted to live deep and suck out all the marrow of life, to live so sturdily and Spartan-like as to put to rout all that was not life, to cut a broad swath and shave close, to drive life into a corner, and reduce it to its lowest terms.''  ...

“Every morning was a cheerful invitation to make my life of equal simplicity, and I may say innocence, with Nature herself.”

Sou muito atencioso na escolha de livros para ler. Já tenho um ''grupo'' de escritores dos quais devoro tudo que apanho. Este Henry David Thoreau acabou de entrar na lista. A seguir vou ''provar'' Emerson.

Mas por agora não... por agora vou meditar sobre este livro... deixá-lo acentar bem, explorar os pormenores da escrita, a beleza dos argumentos... quero-o saborear bem até estar pronto para o próximo livro.

E assim vão surgindo passagens à mente...
''I did not wish to live what was not life, living is so dear; nor did I wish to practise resignation, unless it was quite necessary.''

14 janeiro 2014

Doses

Ora pois...  nunca percebi bem esta coisa da dosagem dos alimentos nas embalagens. Ok, até compreendo... mas raramente acertam. Eu nunca como x gramas de massa, normalmente é meia embalagem ou quando estou mesmo com fome, vai a embalagem inteira. Li num pacote de aveia que uma dose são cerca de 30 g... ah. Ah. Ah. Para mim, uma embalagem de 400 g dá para 3-4 vezes. Uma caixa de corn flakes (500 g) dá para 2-3 vezes e não aquelas 8 a 10 doses...

Acho que é importante lembrar que embora estes valores são importantes, devemos sempre saber ouvir o nosso corpo e adaptar ao que precisamos e não ao que dizem que precisamos.