01 outubro 2011

do it.

image from here.

If not we, who?
If not now, when?

E são aquelas coisinhas mais simples, mais fáceis. As coisas que nunca pensamos que podem fazer a diferença. Não é preciso protestos ou acorrentar-nos a um petroleiro. A mudança, como disse o outro, terá que vir de dentro. De cada um. Em cada gesto, em cada gesto por mais pequeno que seja, até pode parecer insignificante, mas mesmo assim é imperativo que seja feito. E partilhar o que fazemos para desta forma "contagiar" o mundo com estas ideias. Ideias de mudança e consciência para com o que aqui temos. Reduzir, reutilizar, reciclar.


Começa por nós e começa agora. 



6 comentários:

Joana disse...

Gostei MUITO deste post. Estou constantemente a sensibilizar as pessoas para a necessidade de reciclar. Conheço uma família que põe um monte de lixo totalmente reciclável à porta, porque estão convencidos que os lixeiros o separam quando chega aos aterros. Eu já lhes disse que não, mas estão terrivelmente convencidos que sim! Como a minha professora de Introdução à Investigação diz: são ignorantes atrevidos, porque não sabem, mas também não querem saber...

Aliás, sejamos realistas: mais de metade das cabecinhas portuguesas são assim. Segundo o que um amigo me disse, se não me engano, só 30% da população portuguesa recicla - e tenhamos em conta que, por ex., os restaurantes só o fazem porque é obrigatório.

Será que custa muito deitarem o "lixo" em recipientes em casa e depois basta perder cinco minutinhos a ir deitar ao ecoponto? A natureza já lhes dá todo o tempo do mundo, acho que era uma excelente forma de agradecimento. Beijo :)

Ana (A mamã é só minha) disse...

Paul
Adorei! Sou totalmente a favor, e as perguntas que deixas no início dizem tudo.

Há nove anos, era animadora de rádio, numa cidade a 37km de minha casa. Como deves imaginar, numa rádio, o papel abunda: jornais revistas, propaganda, rascunhos dos jornalistas da publicidade e dos animadores...
Havia uma caixa de cartão grande que enchia todas as semanas. Quando me apercebi que a Srª da limpeza metia aquilo no lixo, chamei-lhe a atenção. Ela disse que não havia ecopontos perto. Eu acabei por constatar que era verdade. No percurso até minha casa percebi que não havia nem um. Às 6ªfeiras, colocava a caixa na mala do meu carro e despejava tudo no ecoponto. Fui gozada por todos! Mas continuei porque estava de consciência tranquila, e fi-lo durante quase 4 anos.

Esta semana, no fim do lanche, ficaram migalhas na mesa (o pão feito em casa tem esse defeito). Uma colega minha, perguntou: não limpas isso? E eu repondi que havia lá uma empregada de limpeza e que não me apetecia limpar aquela mesa com o meu guardanapo de pano. Ela disse vai àquela mesa buscar guardanapos de papel e limpa. Eu repondi que trazia guardanapos de pano para poupar o ambiente e não ia estragar tudo a limpar a mesa com o papel. Ela: - e não gastas água e detergente a lavar os guardanapos? Eu respondi: a minha máquina lava 7kg de roupa de uma vez, e não me parece que os guardanapos façam muita diferença. Preocupa-me mas o facto de cortarem árvores propositadamente para eu limpar a boca, a água que todo esse processo envolve, bem como o combustível e desgaste dos camiões que transportam a madeira e os guardanapos até ao supermercado (...). Ficou a olhar para mim, como se eu fosse um ET (às vezes sinto isso) e passado um minuto, foi ao bacão do bar, tirou dois guardanapos meteu em cima da minha mesa e foi embora. Desculpa o testamento, mas foi na sexta-feira e eu ainda não digeri

Há uns anos conheci uma ignorante, peço desculpa, uma pessoa, que disse que não reciclava, porque não estava para lhes fazer favores. (???) Desculpe, fazer favores a quem? Ela: A eles, aos políticos, responde. Foi das coisas mais estúpidas que já ouvi na minha vida.

Às vezes comento com o meu marido: será que esta gente vive no mesmo planeta que nós, aquele que tem os dias contados se não agirmos?

Desculpa o desabafo, mas estas coisas afectam-me muito, e quando encontro alguém, como tu (coisa muito rara, no meu meio), que me entende, começo logo a desabafar.

Beijinhos e bom fim-de-semana :)

Ana disse...

“Mas, por onde devo eu começar? O mundo é tão vasto, começo com meu país, que é o que conheço melhor. Meu país, porém, é tão grande. Seria melhor começar com minha cidade. Mas minha cidade também é grande. Seria melhor eu começar com minha rua. Não: minha casa. Não: minha família. Não importa, começarei comigo mesmo.”- Confúcio

Eu costumo citar esta frase de Confúcio que tão correctamente diz por onde temos de começar. Depois é tentar seguir sempre em frente e trabalhar para trazer mais pessoas que nos acompanhem na mesma ou em outras iniciativas =)

c disse...

mas já se nota que as pessoas estão um bocadinho mais preocupadas em reduzir e reutilizar, reciclar e que esta ainda um pouco aquém. mas preocupa-me porque acho que ainda estamos muito para trás na corrida contra o aquecimento global e poluição da TERRA.

Paul d.C. disse...

É isso mesmo Joana, é necessário sensibilizar as pessoas para o enorme problema que temos em mãos.
E embora o problema seja enorme, um pequeno esforço de cada um seria suficiente para melhorar a situação.
bj*

Não conhecia esse texto Ana, mas adorei =) E por vezes basta agirmos como acreditamos ser correcto que começamos a influenciar as pessoas, mostrando que é simples ajudar.

Sim, c, concordo e ainda bem, ainda que lentamente mas já se nota algum cuidado de algumas pessoas. Costumo falar sobre isto com amigos e fico contente que esta ideia é mais comum na nossa geração. Fico muito feliz por isso =)

Sara Matos disse...

Amei a imagem :D Very touching!!
As vezes dou por mim a pensar: ''Sou só eu que penso nisto?''. Porque no que toca a criar um mundo melhor não é mostrado nenhum interesse, pelo menos não tao notorio como deveria!