11 setembro 2011

consequências.



Exactamente como ele disse, por vezes fazemos mil e um planos. Tentamos prever tudo que pode acontecer, calcular cada variável que nos lembramos. Incluir cada termo com o devido impacto que julgamos que terá. E no fim...no fim do dia, quando estamos sozinhos deitados a pensar no que aconteceu na nossa vida, sorrimos e reparamos em como as coisas fugiram tanto ao que queríamos. O vídeo está bem feito, tem imensos pormenores que enriquecem a música. Pensamos no que temos, no que podíamos ter. No que perdemos. O peso das opções que cada um faz e as consequências que advêm com cada escolha e as emoções que carregam.

Inicialmente estava a escrever sobre o que aconteceu há dez anos atrás. Sobre a dor de cada família e como isto afectou o mundo. No final do longo texto, percebi que estava a dizer o que todos já sabem, não ia contribuir com nada de novo. Remeti o texto para os rascunhos. Pois embora respeite as pessoas que passaram por isto, também respeito as pessoas que todos os anos e mesmo neste momento ainda caem perante as injustiças daqueles que se julgam donos da verdade suprema, seja por motivos religiosos/políticos ou raciais. No final do dia o que temos são pais cheios de raiva contra um sistema que não os apoia, mães que choram a morte dos filhos por não poder dar água potável e irmãos e filhos que crescem conhecendo apenas dor e sofrimento. Onde lhes ensinam que a morte e a destruição é a única forma de serem ouvidos. Nós permitimos que as pessoas espalhem a violência pelos fracos. Nós fugimos para casa e dizemos que só queremos ser deixados em paz. Vivemos as nossas vidas, tendo pena de como as coisas estão mas ficamos por aí, não quero apontar dedos...eu faço o mesmo. Embora esteja a adquirir conhecimentos para poder mudar as coisas, ainda faço parte dos que nada fazem. Dos que mudam de canal como se isso fosse apagar a dor de quem sofre...

Paro por aqui. Não quero escrever mais sobre isso neste post. Não quero, não porque evito pensar nisto, antes tivesse essa opção...infelizmente/felizmente não há dia que passe que não pense nos que morrem pela nossa indiferença, nos olhos de quem sofre por ter nascido num local com menos "sorte". Chega. 



Desculpem o post "pesado" nem estava para o publicar, mas...é a minha opinião e embora possa não ter muitas pessoas a concordar, acredito que devemos manter a nossa posição firme segundo o que acreditamos. E ao mesmo tempo aceitar qualquer tipo de opinião. E apenas posso obter opiniões se expressar a minha e no final se conseguirmos encontrar quem possa discutir de forma saudável todos os pontos de vista, aí podemos crescer. Podia...queria escrever muito mais, mas por agora chega, vou voltar ao trabalho.

Quanto ao vídeo, só tenho uma coisa a dizer: "It's all about the Journey..."




4 comentários:

Ana disse...

Dos melhores textos que li hoje. Uma das perspectivas mais correctas, sem dúvida.

c disse...

(...)not the destination!"

Paul d.C. disse...

obrigado Ana, todos nós temos uma forma de ver as coisas, se partilhar-mos podemos compreender melhor as pessoas. Acho eu =)

É isso mesmo c =)

Carla disse...

Falar, todos falamos. Apontar o dedo também. Fazer a diferença, só não faz quem não quer. Acho que há sempre formas de o fazer, por pouco que seja. Mas temos sempre coisas para fazer, não temos tempo e adiamos sempre. Eu incluída. E depois quando alguma coisa acontece pensamos naqueles "se's" .. Estamos a melhorar, acho mas ainda está longe de estar bom.